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DOSSIÊ DE INCLUSÃO - NEUSA SIQUEIRA

Page history last edited by neusa_grundem@... 2 years, 6 months ago

 

 

 

     No ano de 2006 a escola em que trabalho recebeu o primeiro aluno "AUTISTA". Apesar de já ter na escola vários casos de alunos com necessidades educacionais especiais, como retardo mental, hiperatividade e outros, a chegada desse aluno, num primeiro momento, "assustou" os professores. Surgiram muitos questionamentos. Percebeu-se então, que nós, professores, precisávamos informações, saber mais sobre o assunto. Então, ressalto a importância de uma equipe diretiva comprometida com a educação, que providenciou as informações para os professores, promovendo reuniões específicas sobre o assunto com leituras, discussões, depoimentos e até mesmo palestra. Tivemos também o suporte de uma professora da escola que trabalhava o outro turno em uma "Escola Especial". Essa mesma professora se propôs a trabalhar com turma de 2ª série na qual o menino ficou.

     Foi uma experiência nova para a escola e principalmente para o professor 2 e para mim como substituta, que algumas vezes substitui a turma. Na primeira vez que entrei na turma, não esperava que "esse aluno" pudesse apresentar uma evidência de aprendizagem. Para minha surpresa, logo que "Ele" entrou na sala, após cumprir a rotina de retirar caderno, estojo e a merenda de sua mochila, foi ao quadro e escreveu a letra "R" e disse o seu nome, que realmente começava com a letra "R". Me surprendi também com a naturalidade com que os colegas se relacionavam com "Ele". 

     Convém destacar que a família não foi omissa em relação a deficiência dessa criança, buscou ajuda logo que a síndrome foi diagnosticada.

     Ele ainda estuda na nossa escola, tendo em 2007 avançado para a 3ª série, encontrando-se atualmente no 4º ano e com 13 anos de idade.

 

 

 

UNIDADE 2 – POLÍTICAS PÚBLICAS BRASILEIRAS EM EDUCAÇÃO ESPECIAL E O PROJETO POLÍTICO – PEDAGÓGICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

 

                               

                                                               DADOS DA ESCOLA

           

A escola em que trabalho é uma das 36 escolas do município de São Leopoldo. Neste ano a escola conta com um total de 644 alunos, que são atendidos da Educação Infantil até a 8ª série, correspondendo à escolarização do Ensino Fundamental Completo, o qual se encontra em transição progressiva de série para ano. O corpo docente é composto por 44 professores incluindo a equipe diretiva. Atualmente a distribuição dos alunos nas turmas apresenta a seguinte realidade:

 

 

2 turmas de Educação Infantil – total: 37 alunos

3 turmas de 1º Ano – total: 44 alunos

2 turmas de 2º Ano – total: 47 alunos, uma inclusão síndrome de DOWN – atendimento NAPPI - psicólogo

2 turmas de 3º Ano – total: 44 alunos

3 turmas de 4º Ano – total: 75 alunos, uma inclusão AUTISTA – Atendimento neurológico Hospital de Clínicas – Porto Alegre e SIAPEA/UNISINOS

3 turmas de 4ª Série – total: 83 alunos, uma inclusão PROBLEMAS SÉRIO NA FALA – Atendimento NAPPI - fonoaudiólogo

4 turmas de 5ª Série  - total: 93 alunos, duas inclusões RETARDO MENTAL – atendimento NAPPI e neurologista

4 turmas de 6ª Série – total: 109 alunos

3 turmas de 7ª Série – total: 66 alunos, uma inclusão PROBLEMAS NEUROLÓGICOS (BIPOLAR) – atendimento NAPPI e neurologista

2 turmas de 8º Série – total: 46 alunos

 

 

            O quadro acima demonstra as inclusões com avaliação e laudos que tem atendimento, mas na realidade existem muitos alunos inclusos que não possuem nenhum tipo de atendimento ou acompanhamento. Entre os casos mais comuns e em grande quantidade presentes na escola estão a deficiência de aprendizagem, déficit de atenção e grau leve de retardo mental.

            Sabemos que os direitos de inclusão já contemplados nas principais leis brasileiras precisam ser asseguradas na prática. Para isso é imprescindível que haja um envolvimento maior dos profissionais das áreas interligadas como saúde e educação, bem como da família, que muitas vezes não aceita a deficiência da criança e mesmo sendo orientada pelos professores para que busque uma avaliação clínica não o faz. Apesar de sabermos que a implantação das leis acontece de forma lenta e parcial, temos que estar conscientes que as experiências de integração de portadores de deficiências na escola merecem uma reflexão, tanto sobre o seu processo de implantação quanto sobre os seus resultados.

            Convém destacar a importância de um programa de capacitação e aprimoramento profissional, para que os professores possam receber e atender as inclusões sem medos, sentindo-se apoiados e subsidiados teoricamente nessa tarefa docente.

            Para finalizar, pode-se dizer que na minha escola alguns princípios e orientações estabelecidos na Constituição Federal de 1988 e na Lei nº 9.394/96 – LDBN – itens relativos a Educação Especial, já são beneficiados, como: a contemplação no PPP da das adaptações curriculares necessárias para atender as inclusões, o uso de metodologias que favorecem a adaptação e integração dos inclusos, e também a avaliação dos casos de Necessidades de Atendimento Especial que é feita com base na Resolução nº 2, de 11/09/2001, artigo 8º.

 

 

UNIDADE 3 – SERVIÇOS DE ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO

 

PARTE A: PESQUISA DOS SERVIÇOS ESPECIALIZADOS NO MUNICÍPIO

 

            As escolas da Rede Municipal de São Leopoldo contam com o NAPPI (Núcleo de Apoio e Pesquisa ao Processo de Inclusão) para atendimento dos alunos portadores de necessidades especiais de aprendizagem. O NAPPI é composto por uma equipe de profissionais da área da educação, como: psicopedagoga, psicóloga, fonoaudióloga, fisoterapeuta, assistente social e terapeuta familiar.

            Em 2007 o município implantou a primeira SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS, beneficiando assim os estudantes com necessidades especiais. Atualmente existem 4 Salas de Recursos que são sediadas nas escolas Paul Harris, Barão do Rio Branco, Álvaro Luis Nunes e Maria Edila. As escolas são atendidas por zoneamento e a escola na qual trabalho é atendida na Sala da Escola Barão do Rio Branco.

            AS SALAS de RECURSOS MULTIFUNCIONAIS funcionam como suporte do NAPPI, oferecendo serviço de natureza pedagógica que apóia e complementa o atendimento educacional da classe regular. Atualmente estão tendo atendimento em torno de 200 crianças.

            As salas são equipadas com computadores, impressoras, televisão, brinquedos e jogos, entre outros materiais subsidiados pelo Governo Federal e Prefeitura Municipal, através das Políticas Públicas e Educacionais.

            Contudo percebe-se que os Recursos, os Serviços, a Capacitação e outras ações, são insuficientes para atender a demanda das inclusões, que estão aumentando a cada ano. O assunto “INCLUSÃO” está atualmente no palco das discussões docentes e políticas. Sem dúvida, temos muito ainda o que discutir e adequar para que a inclusão se torne realidade efetiva nas escolas brasileiras.

 

 

PARTE B: ESTUDO DE CASO (aluno “R”)

 

 

 

         O aluno “R”, com 13 anos de idade é portador de SÍNDROME DE AUTISMO. A família pertence a classe média baixa, o pai é aposentado e a mãe trabalha em uma Escola de Educação Infantil, com emprego estável. Possuem casa própria perto da escola.

            O “R” é o segundo filho do casal, a irmã tinha 8 anos quando o “R” nasceu e a mãe 32 anos de idade. A síndrome foi detectada quando ainda bebe, pois a mãe percebeu que o filho apresentava comportamento diferente dos outros bebes da mesma idade. Não fixava os olhos nos objetos ou nas pessoas, olhar voltado para cima, não interagia com os brinquedos, características comuns dos autistas, pois vivem num mundo próprio. Segundo a mãe a aceitação foi um pouco complicada no início, mas a família se uniu em favor do “R”. Buscou ajuda na área da saúde, na qual teve e tem atendimento neurológico no Hospital de Clínicas, em Porto Alegre, bem como na SIAPEA (Serviço Interdisciplinar de Atendimento e Pesquisa em Ensino e aprendizagem). O aluno “R” é um menino forte, saudável e muito carinhoso, vive com o pai, com a mãe e a irmã. No turno da manhã fica em casa com o pai e a tarde é a irmã que o leva para a escola, a qual “Ele” chama carinhosamente de “mana”. Abraça e beija a irmã antes de entrar para a sala de aula.

            O aluno “R” ingressou na escola ficando somente por um período de uma hora para que se adaptasse, mas gradativamente o tempo de permanência foi aumentando até chegar a duas horas. Atualmente ele permanece na escola por um período de duas horas e vinte minutos, até após o intervalo (recreio), esse é o seu limite, passado esse tempo começa ficar inquieto, pára na porta e fala repetidamente “mana”. Pula e ri quando vê a irmã.

            No recreio brinca e interage tranquilamente com os colegas, tendo uma boa socialização, o que também é recíproco da parte dos colegas para com ele.

            O aluno “R” apresentou progressos na aprendizagem durante esse tempo que está na escola, como por exemplo: consegue permanecer o tempo todo na sala de aula; sai sozinho da sala apenas para ir ao banheiro ou tomar água; faz uso dos espaços que a escola oferece de forma independente; participa das atividades propostas; escreve letras sem consultar a professora; realiza ditados de palavras simples somente pelo som das palavras, as quais ele pronuncia repetidamente em voz alta; escreve e reconhece o seu nome; pinta e recorta dentro dos limites, porém convém  destacar que os avanços do aluno “R” são temporários, dentro de suas limitações, tendo dificuldades de apreensão de conhecimentos sistemáticos, outra característica dos autistas.

            O “R” tem Atendimento psicológico no NAPPI. A psicóloga mantém contato com a escola e a professora periodicamente.

            Segundo a professora o aluno “R” é muito inteligente. Tem um grande potencial a ser explorado e que pode evoluir muito mais na aprendizagem, necessitando de apoio e estímulos das pessoas que o cercam. Esta caminhada na escola é importante, mas a dedicação e persistência da família são fundamentais para que alcance novas etapas.

 

 

UNIDADE 4 - DEFICIÊNCIA FÍSICA

 

 

A deficiência física é um quadro constituído por limitações funcionais da mobilidade e da locomoção do aluno. Essa deficiência pode acontecer por vários fatores, antes, durante ou depois do nascimento, em decorrência de lesões neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou ainda, de más formações congênitas ou adquiridas.

Fiquei encantada com os recursos e equipamentos auxiliares que são apresentados no “Capítulo IV – Atividades de Vida Diária – Material Escolar e Pedagógico Adaptado (Rita Bersch, Rosangêla Machado)”. Recursos, os quais, a grande maioria eram desconhecidos para mim, não sabia que existiam. É importante estarmos informados da deficiência que o aluno possui, para podermos adotar as medidas mais adequadas em seu proveito.

A família e o próprio aluno, no caso de deficiência física, é sempre a melhor fonte de informação sobre as possibilidades e limitações do mesmo, não descartando informações complementares que busquem ajudá-lo a se sentir mais confortável e seguro.

No que se refere à adaptação física da escola, é necessário a providência de medidas, como rampas, portas largas, adaptação de sanitários e outras mais.

Na escola em que trabalho já tivemos em anos anteriores alunos com deficiências físicas, como cadeirantes, mas atualmente não temos nenhuma inclusão desse tipo.

O meu aluno estudo de caso “autista”, não apresenta nenhuma deficiência física, muito pelo contrário anda, corre, pula com bastante agilidade, mas apresenta dificuldade na motricidade fina. Trabalhos que exigem coordenação motora fina, como recorte, pintura, jogos de encaixe, não domina totalmente. Quando escreve percebe-se que segura o lápis com muita força, apesar de que é possível notar o grande esforço que empenha em realizar as atividades. Já na informática, com o manuseio do mouse, apresenta uma habilidade mais desenvolvida.

            Em relação ao seu movimento nos espaços físicos da escola, utiliza-os com bastante domínio. Sobe escadas, anda pelos corredores, gosta de ir à biblioteca, participa das brincadeiras no pátio, principalmente as com bola. Corre atrás da bola, só ele quer jogar. É um menino grande e forte, apresenta uma grande resistência física.

  

UNIDADE 5 – AUTISMO

 

 

       O Autismo é uma síndrome que durante muito tempo prevaleceu a idéia, como sendo de pessoas alheias ao mundo, que não fossem capazes de interessarem-se por objetos, pessoas, e muito menos apresentar desenvolvimento com a interação das relações.

            Hoje, estudos recentes têm comprovado o que os profissionais envolvidos com a criança já sabem: nem todos os autistas mostram aversão ao toque ou isolamento (Trevarthen, 1996). O aluno “R”, do meu estudo de caso, apresenta um comportamento de afago físico, constantemente faz gestos de carinho, principalmente com a professora, como: coloca suas mãos abertas no rosto da professora, e fica por um instante segurando e olhando-a, por vez também aperta suas bochechas.

            Conforme diz a professora, de um modo geral ele é super carinhoso com os colegas da turma. Pega na mão dos colegas quando sai da sala para ir ao refeitório ou outras dependências da escola. Mesmo sendo a tranqüilidade uma de suas características, não apresenta um comportamento constante, tem dias que demonstra irritabilidade, bate na classe, fala alto (grita palavras), caminha na sala, sai mais seguidamente para o banheiro (vai várias vezes no banheiro no período que está na escola), mas nada que possa ser considerada agressão ou que tenha atos agressivos com colegas. Mesmo estando irritado, atende muito bem aos pedidos e chamadas mais sérias da professora. Num dos dias que fiz observação na sala, de volta do refeitório, o aluno “R”, entrou na sala e ligou os ventiladores, os colegas reclamaram, pois estava muito frio. A professora falou seu nome e pediu que desligasse, apontando para os ventiladores e a tecla. Ele levantou- se e repetiu umas duas ou três vezes, “ventilador”, desligou e sentou tranquilamente.

            Outro dia, quando a professora estava fazendo atividades referentes a São João, o aluno “R”, copiou do quadro frases, as quais leu, digo repetiu perfeitamente, conforme a professora falava. Me chamou a tenção que, durante todo o período que fiquei na sala, ele repetia de tempo em tempo a palavra “pipoca”, palavra que se encontrava nas frases lidas. A professora disse que passou a aula toda, naquela tarde, falando a palavra “pipoca”.

            O aluno “R”, é um autista, que no meu ponto de vista, apresenta um alto grau de desenvolvimento no que se refere ao cognitivo, emocional e social, isto pode ser atribuída à assistência que sempre teve, desde cedo, na área da saúde e dedicação total dos pais, tanto na aceitação da síndrome como na providência da busca de ajuda. Atualmente o aluno “R” participa semanalmente das “Salas de Recursos Multifuncionais” do município e tem atendimento psicológico. A psicóloga faz visitas periódicas na escola. Nesses momentos observa o aluno e conversa com a professora e supervisão.

Segundo a professora, não existe uma metodologia única, específica a ser adotada para alunos autistas, é necessário adaptações para atender a especifidade do aluno. Numa visão inclusiva a proposta deve ser globalizadora, que valorize suas habilidades e os progressos apresentados, considerando sua adaptação e integração. Na verdade o autista, como meu estudo de caso, não consegue um bom desempenho na linguagem oral. A sua oralidade é caracterizada pela repetência seguida de palavras escutadas, tanto da professora quanto dos colegas.

Enfim, o autismo como qualquer outra deficiência, é intrigante, porque desafia nossos conhecimentos, no sentido do quanto podem evoluir. Mas podemos ter uma certeza, não é com a segregação que os portadores de deficiência irão se desenvolver.

 

  

UNIDADE 6 - DEFICIÊNCIA MENTAL

 

 

      

      A deficiência mental caracteriza-se por registrar um funcionamento intelectual geral significativo, abaixo da média, oriundo do período de desenvolvimento concomitante com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo em responder adequadamente às demandas da sociedade.

A segregação vivenciada pelas pessoas com deficiência mental, em conseqüência da não aceitação e da dificuldade em conviver e lidar com o deficiente, acontece muitas vezes por causa da desinformação generalizada da família e da sociedade em geral a respeito das deficiências.

É importante não confundir o portador de deficiência mental com o doente mental.

            Na verdade, embora haja alunos com deficiência que de fato necessitam de medidas especiais, a grande maioria tem condição de ser atendida em escolas ou classes comuns.

            Os portadores de deficiência mental precisam de um atendimento que  possibilitam um desenvolvimento dentro de seus limites pessoais, e não de padrões impostos socialmente. Partindo do pressuposto de que a memória é socialmente construída, é importante acreditar que a criança pode aprender. A sua aprendizagem vai depender em grande parte do processo metodológico que deve ser adequado às necessidades de cada indivíduo, fazendo-se necessária a reorganização dos currículos e o desenvolvimento de atividades integradas, onde um ajude o outro a superar as dificuldades, para que todos possam desenvolver suas potencialidades.

            O aluno portador de deficiência mental é um aluno como qualquer outro, cujo processo de desenvolvimento se dá através das mesmas fases e da mesma seqüência. Portanto a maior diferença reside no seu ritmo de aprendizagem, que exige mais tempo de contato e maior diversidade de formas de apresentação dos conteúdos. É fundamental fazer uma avaliação objetiva e segura do ele já sabe, das suas habilidades, dos seus interesses, de que tipo de operações mentais ele já consegue se utilizar, de que conceitos ele já dispõe. Para então serem planejadas as ações adequadas.

 

 

 

UNIDADE 7 – PRÁTICAS PEDAGÓGICAS EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

AVALIAÇÃO

 

 

 

a) Que proximidades existem entre as ideias trazidas nos textos sobre a avaliação e seu estudo de caso?

A relação das ideias de avaliação, dos textos com o meu estudo de caso, está numa avaliação que deve ser feita de forma diferenciada dos demais alunos da turma. A professora do meu estudo de caso, faz uma avaliação contemplando as produções e o crescimento do aluno, usando como parâmetro as suas próprias limitações.

A avaliação é feita como um acompanhamento diário do seu desenvolvimento em todos os sentidos, tanto na evolução das aprendizagens como na socialização.

 

b) Quais as contradições em relação ao que foi observado?

 

As contradições observadas são as curriculares, que estão distanciadas das necessidades requeridas para os Portadores de Necessidades Especiais. O currículo deveria ser uma proposta que viesse de encontro com as capacidades de cada um.

 

 

c) Como é feita a avaliação do sujeito de pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?

 

A avaliação do meu estudo de caso é feita trimestralmente, através de parecer descritivo, onde é contemplado as diversas áreas de seu desenvolvimento. Ainda a professora faz registros diários de sua caminhada na escola. É importante registrar que foi e ainda está sendo construído um verdadeiro dossiê da vida escolar deste aluno.

 

d) Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?

 

Uma avaliação feita através de registros diários, onde no final de cada trimestre são analisados os progressos alcançados, é possível afirmar que dá conta sim, e muito bem, das possibilidades e competências do sujeito em questão, no caso o aluno “R”.

 

 

Comments (5)

lenise.pead@... said

at 4:31 pm on Apr 21, 2009

Ok, Neusa um bom relato sobre tua experiência com alunos com NEEs. gostaríamos de ler mais detalhes sobre as tuas vivências procurando relacionar com as leituras, Continue investindo em registros cada vez mais detalhadose interdisciplinares.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 11:26 am on May 12, 2009

Neusa com relação à atividade 2 o teu relato está bem fundamentado e apresenta dados interessantes sobre o teu município de atuação profissional. Muito bem!
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 9:57 am on May 20, 2009

Neusa, gostei muito de ler o registro da tua atividade sobre a Unidade 3. Os dados que apresentas sobre as condições de atendimento especializado no município em que atuas são precisas e atendem as nossas expectativas para a compreensão desses atendimentos, em uma perspectiva pedagógica inclusiva.
O relato escrito do estudo de caso está muito bem escrito, apresenta dados significativos sobre as relações em sala de aula do aluno em questão. Consegui imaginá-lo na minha frente a medida que fui lendo o teu texto!
Parabéns, Neusa pelo teu envolvimento e seriedade com a temática em estudo.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 11:01 am on Jul 5, 2009

Neusa:
Deves postar as questões referentes as Unidades 4,5,6 e 7 para ompletar o teu dossiê de inclusão:
5. Questões de aprendizagem em sala de aula: tempo de concentração, grau de envolvimento com as atividades, grau de autonomia e independência na realização das atividades propostas em sala de aula.

6. Encaminhamentos realizados na Escola : entrevistas e combinações com as famílias, encaminhamento à atendimentos médicos e especializados, etc.

7. Como teu sujeito se relaciona com professores/as, funcionários, colegas, outros;
8. Que movimentos tua escola está realizando para incluir teu sujeito (acessibilidade, adaptações curriculares, serviços de apoio)?
9. Como é o envolvimento da família no processo de inclusão escolar deste sujeito?

10.Quais as práticas pedagógicas inclusivas possíveis de serem efetivadas em sala de aula com o sujeito escolhido por você para o estudo de caso?
11. De que maneira(s) a presença de alunos com NEEs no ensino comum pode contribuir para a facilitação das aprendizagens da turma como um todo?

12. Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
13. Quais as contradições em relação ao que foi observado?
14.Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?
15. Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
Estamos no aguardo
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 9:17 pm on Jul 9, 2009

Parabéns, Neusa! O teu dossiê de inclusão ficou muito mais organizado, dinâmico e revela muito do teu processo de construção de conhecimentos ao longo do semestre. Demonstraste um alto grau de envolvimento com os temas abordados aliando as leituras realizadas com os dados coletados na pesquisa sobre o estudo de caso.O teu dossiê de inclusão está completo!
Profª Lenise

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